Certas coisas não podem ser ditas
Nem expressadas
Apenas sentidas
E escorrem através das lágrimas
Numa época em que não se pode mais chorar
O lamento tem de ser interno
Será apenas o seu inferno
Mas nem tudo é eterno
A gente sempre espera passar, quieto!
É uma luta eterna contra a dor
Porém, é preciso lembrar:
O sorriso pode voltar
Então,
Novamente, certas coisas não podem ser ditas
Nem expressadas
Apenas sentidas
E aparecem na forma de riso
Mas o processo não é fácil,
Nem simples,
Mas delicado
Exige cuidado
Nada pode sair errado
Que venha o inesperado!
Blog criado para refletir sobre as mais diversas temáticas. Quando possível, utilizando o bom humor, mas com o maior respeito possível.
domingo, 3 de junho de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
O que é amizade?
Certas coisas da vida
parecem óbvias demais para serem questionadas, elas simplesmente são
o que são ou é melhor que não a questionemos para evitar
problemas, é o que me parece ser a amizade. Mas, nos últimos tempos
tenho me questionado muito sobre o que é amizade, quem posso
considerar um amigo? Justamente porque não sinto que tenho amigos,
não pertenço a nenhum círculo, a não ser por dois sujeitos que
moram em Itajaí e que vou com a cara deles, aliás são gêmeos, se
não o fossem, talvez fosse apenas um indivíduo no mundo que eu
consideraria como um verdadeiro amigo, além dos cidadãos da
minha família. Poderiam dizer que meus dois amigos, na verdade são meus melhores amigos e os outros são apenas amigos, mas não é o que me parece. Algumas pessoas poderão se ofender com o que acabei
de escrever, mas não é minha intenção magoar alguém, considero a
maioria das pessoas como conhecidas e por muitas tenho um sentimento especial, espero poder explicar o motivo da diferenciação.
Procurando num
dicionário qualquer, encontrei algumas definições de amizade: 1- Sentimento de Amigo; afeto que liga as pessoas. 2- Reciprocidade de afeto. 3- Benevolência. 4- Amor. Acho que amizade é algo que não tem uma explicação única, destas que se encontra em um dicionário e pronto! Depende mais do sentimento e do que pensa cada um sobre as relações que estabelece com os outros ao seu redor.
Mas então, cara pálida, o que é amizade para mim? Não raramente encontramos críticas às relações que A SOCIEDADE (utilizamos na terceira pessoa, geralmente, quando é algo ruim, portanto não nos incluímos no grupo, são os outros, não eu!) estabelece nos dias atuais, como sendo efêmeras; rasas; sem conteúdo; mas em geral superficiais; penso que em grande parte é verdade. Talvez seja isto que sinto, mas no geral, não me percebo próximo a ninguém, me aproximo de algumas pessoas, mas são momentos passageiros que logo cessam; não fico à vontade com quase ninguém. Já com aqueles que considero como amigos, assim como na presença dos meus parentes, me sinto bem, confortável, percebo que há uma relação contínua e sincera. Vejo como amigos os que estabeleço uma relação maior que as vividas na aula; militância ou no trabalho, onde as diversas "esferas da vida" se misturam, quando passo a reconhecer e ser melhor reconhecido no ambiente com outros e transcendo um objetivo direto e imediato, que é mais do que obrigação, passa a ser vontade, chamar e ser chamado, agregar e se sentir parte de um todo; quando pensar em sair, lembrar daquele AMIGO; pelas circunstâncias da vida, acabar conhecendo cada vez melhor o AMIGO a ponto de vê-lo como membro da família e perceber que ele e você já constituem, juntamente a outros, uma nova família; saber que pode contar e o AMIGO saber também ter certeza que pode contar contigo sem mesmo dizer alguma palavra, que mesmo quando dita, não parece forçada, mas sim, natural, espontânea e o que chamariam de vinda do coração.
Não consigo considerar amigo o cidadão que encontro só na aula; só no trabalho ou em lutas de interesse comum e que estabeleço diálogos esporádicos, considero necessário ultrapassar este estágio corporativo e ir para algo além, que talvez nem esteja claro na minha cabeça, mas é um estado de espírito, algo somente sentido e difícil de explicar, embora tente e me questione muito a respeito, mas que tem de ser vivido e experienciado no transcorrer dos dias, ultrapassando a medida do tempo.
Os que não se enquadram no que disse em relação à amizade, são conhecidos, embora reconheça que entre os chamados conhecidos existam pessoas com quem me relaciono muito bem e até diria que estou em processo de construção de amizade, mas não consigo enxergar como amigos ainda. Também não tenho inimigos (espero, ao menos não alimento tal tipo de ideia), o que considero importante e saudável.
Me pergunto sobre os parâmetros que utilizo, talvez sejam rígidos demais, alicerçados numa nostalgia ou num saudosismo que nunca foi concreto e floresce em momentos de fraqueza; será que este é o novo padrão e não percebi? Talvez o problema seja só comigo, talvez ainda não tenha me enquadrado e seja apenas mais um desajustado.
Me pergunto sobre os parâmetros que utilizo, talvez sejam rígidos demais, alicerçados numa nostalgia ou num saudosismo que nunca foi concreto e floresce em momentos de fraqueza; será que este é o novo padrão e não percebi? Talvez o problema seja só comigo, talvez ainda não tenha me enquadrado e seja apenas mais um desajustado.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Ciências Sociais não é para qualquer um.
No Brasil, o ensino de Ciências Sociais nas escolas de ensino fundamental e médio, de forma geral como Sociologia ou Estudos Sociais, se apresenta intermitente, aparece na grade das disciplinas obrigatórias e some, aprece como uma matéria optativa e depois é retirada. Mas desde 2007 voltou a configurar como obrigatória no ensino médio nacional.
A implementação da Sociologia no ensino médio é considerada importante, geralmente, os documentos oficiais tratam da importância da formação crítica do cidadão capaz de atuar em sociedade, a relevância da construção da cidadania. Obviamente é importante que formemos cidadãos críticos, capazes de conhecer os problemas e dinâmicas sociais, e talvez mais do que isso, que possam fazer algo com este conhecimento, que possam agir no meio em que vivem.
Em 2001, Fernando Henrique Cardoso, nosso ex-presidente, vetou o retorno da Sociologia ao ensino médio, alegando a insuficiência de profissionais na área para suprir a demanda que seria criada. De fato, este problema ocorre ainda hoje, visto que a própria disciplina tem dificuldades de obter sequência na rede de ensino e acaba não atraindo tantos profissionais interessados. Mas este panorama de falta de profissionais vai mudando, o retorno da disciplina nas escolas de ensino básico cria o interesse das universidades e das pessoas na graduação de Ciências Sociais.
Infelizmente, na falta de professores graduados na área, principalmente em cidades menores e carentes de universidades, as aulas de Sociologia acabam sendo ministradas por pedagogos, formados em letras, professores de história e geografia e até mesmo, pasmem, por matemáticos. Todos com poucas horas de Sociologia durante a graduação, ou seja, não são as pessoas indicadas para ministrar tais aulas.
Ciências Sociais não é a mesma coisa que pedagogia, história ou qualquer outra disciplina do currículo. Há metodologia própria, autores próprios, estudos específicos, enfim, é uma área singular, os mais capacitados a ensinarem o saber sociológico são os cientistas sociais. Sociologia não é achismo ou palavras ao vento, mas sim, uma ciência, possui objeto e metodologia, tem recursos próprios e profissionais próprios, assim como a história cabe aos historiadores e a pedagogia aos pedagogos com suas respectivas competências.
Qual a solução para este quadro? Ampliação dos cursos de Ciências Sociais nas universidades (as públicas de preferência), abertura de concurso para a matéria que atrairia professores dos grandes centros para o interior do país e tornaria a opção mais interessante para os que fogem da instabilidade das aulas. Não que isso seja a solução imediata e total, mas seria um começo.
O que o governo faz? Cria o PARFOR que gradua professores da rede em diversas áreas em dois anos com aulas no final de semana, onde fica a qualidade do profissional? No lixo, como se qualquer coisa bastasse. Nesta perspectiva governamental, educação não é prioridade, pelo contrário, está cada vez mais precarizada, tanto a base quanto o ensino superior. Com programas semelhantes ao PARFOR, o governo simplesmente economiza, não abre concurso, não abre vagas a novos profissionais, não abre novos cursos e universidades públicas, mas é uma economia que custa caro lá na frente, mas quem paga a conta é a população mais desamparada e necessitada que fica sem oportunidades de ensino e profissionalização decente.
Não importa o partido, PSDB ou PT já não fazem muita diferença, nossas escolas ficam à mercê da própria sorte assim como nossas universidades, haja material humano! Parecem pequenas coisas, cotidianas, que diretamente e aos poucos, de forma quase ingênua ou imperceptível, afetam a qualidade do ensino das crianças e dos adultos, mas ligadas a um problema estrutural maior, de uma sociedade que não visa o atendimento das necessidades humanas, mas que se reduz ao que é mais rentável.
sábado, 17 de março de 2012
Ele lutou
O que ele era?
Comunista
Com o que ele sonhava?
A emancipação humana
Algum dia ele parou?
Não, ele lutou
Ele desistiu?
Não, ele lutou
Ele hesitou?
Talvez, mas mesmo assim ele lutou
Mas o tempo nos tira a vitalidade
Faz chegar a idade
Nos derruba como um minuano xucro
Pode ser num dia calmo, que tragédia! Numa sexta-feira
Mas até o seu último suspiro, sabe o que ele fez?
Sim, ele lutou
Comunista
Com o que ele sonhava?
A emancipação humana
Algum dia ele parou?
Não, ele lutou
Ele desistiu?
Não, ele lutou
Ele hesitou?
Talvez, mas mesmo assim ele lutou
Mas o tempo nos tira a vitalidade
Faz chegar a idade
Nos derruba como um minuano xucro
Pode ser num dia calmo, que tragédia! Numa sexta-feira
Mas até o seu último suspiro, sabe o que ele fez?
Sim, ele lutou
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Poema da Tainá
' Apesar do DNA, nem tão parecidos
gostos e manias a serem discutidos,
porém há algo que me leva além.
Algo capaz de curar qualquer dor.
Acredito ser aquele sentimento,
Como é mesmo? Ah sim, o amor'.
Obs.: Poema feito pela minha irmã, postei sem autorização prévia, mas como achei bom, achei melhor compartilhar. Ela dedicou a mim. Obrigado, meu presente de natal adiantado.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Demagogia barata
A cada ano eleitoral um dos temas mais comentados é a educação, vista como prioridade por muitos, a única forma de se alcançar alguma mudança na sociedade. Parece consenso entre os demagogos de plantão que é necessário o "investimento" na educação para mudarmos o país e alcançarmos o desenvolvimento.
Como eu disse, parece, pois as aparências enganam, veja o que acontece no Paraná, onde o vice governador é chamado enfaticamente de professor, o governo estadual anuncia cortes nas verbas de custeio das universidades, no caso da UEM, o corte foi maior que 50%, isso mesmo, eu não me enganei, vou repetir, corte maior que 50%, de 20 milhões passou para 8, ou seja, 12 milhões foram cortados!
Agora, adivinha para quem sobrou a conta a ser paga? Para a população, para os alunos, que de forma mais imediata perderam bolsas trabalho, bolsas que, se não sustentavam, ao menos representavam um importante valor no orçamento para se manterem estudando. Você que não tem bolsa trabalho deve estar pensando o que eu tenho a ver com isso? Eu digo: tudo, ou acha que é só isso que será cortado? Você planeja fazer projeto de iniciação científica com bolsa? Seu curso precisa fazer uma saída de campo? Seu laboratório necessita de materiais novos? Pois é, meu caro, será um ano difícil para todos, provavelmente seu departamento deve estar contando as moedas neste momento.
Então, estudantes da UEM e de outras universidades públicas do Paraná, ficaremos parados?
Tais fatos demonstram a ofensiva feita pelo governo Richa e o ´PSDB à educação, pelo jeito ela não é vista como um investimento necessário para mudar o país, mas sim um custo, custo desnecessário que precisa ser contido. Enquanto isso as universidades privadas agradecem, devem estar adorando o sucateamento das instituições públicas, já contabilizam os lucros com os novos alunos que as procurarão, visto a falta de investimento nas universidades públicas, daí meu caro, você paga os impostos e a mensalidade para as empresas de ensino privado.
Terminarei com um canto elaborado ano passado num ato feito pelos alunos do departamento de ciências humanas em frente à reitoria:
"BOTA TIJOLO... BOTA CIMENTO... EDUCAÇÃO PRECISA DE INVESTIMENTO!
(... e não de demagogia barata em ano de eleição, algo que é facilmente desmascarado na vigência do mandato).
sábado, 21 de janeiro de 2012
Resumo não terminado
No velho flerte com a morte de um bom vivo
Desde que me lembro
Há algo que anda junto comigo
Não sei se é tristeza
Não sei se é inconformismo
Só sei que me derruba
Não sinto todas as dores do mundo
Mas as poucas que percebo já bastam para me derrubar
A cada dia achando um motivo para continuar
Nem todo doce é suficiente
Já não sinto o gosto do rum
Luto por quem?
Às vezes a causa parece perdida
Mas a esperança se renova até a próxima esquina
Sempre no lugar errado esperando oportunidade
Sempre com as pessoas erradas, nunca conheci as certas
Talvez elas se escondam de mim
Talvez porque são chatas
Os insanos e perturbados me agradam, eles que me cercam
Fora normais!
É tão difícil ouvir o sim
Quase acostumado a ouvir somente não
Mas o costume não diminui a dor
A cada um parece mais difícil
Mas ainda estou vivo
Invejo os alienados
Já não tenho como nunca tive aquele sorriso espontâneo de completa felicidade
Só sai aquele de irônico e que parece de louco
Ao som do que é mais depressivo, que me me parece familiar
Ainda não vendi a alma ao diabo, mas já conheci o inferno, lugar divertido
Não seja tão sincero, descobri que os outros não gostam
Faça o que der vontade, mas aguente as consequências
Caso contrário, pare de brincar
Nem sei porque fiz isso
Motivo nunca foi necessidade
Eu mesmo tenho nojo do lado romântico, mas não consigo abandoná-lo
Não sou o mais requisitado, é normal ser abandonado
Esquecido por nunca ter presença
Conheço uns poucos, mas logo os deixo, espero que isso termine
Espero que termine também o maldito capitalismo
Mas o resto fica pra outra história
Essa foi mais uma que saiu do baralho
Aliviou a mente
E transcendeu a palavra
Desde que me lembro
Há algo que anda junto comigo
Não sei se é tristeza
Não sei se é inconformismo
Só sei que me derruba
Não sinto todas as dores do mundo
Mas as poucas que percebo já bastam para me derrubar
A cada dia achando um motivo para continuar
Nem todo doce é suficiente
Já não sinto o gosto do rum
Luto por quem?
Às vezes a causa parece perdida
Mas a esperança se renova até a próxima esquina
Sempre no lugar errado esperando oportunidade
Sempre com as pessoas erradas, nunca conheci as certas
Talvez elas se escondam de mim
Talvez porque são chatas
Os insanos e perturbados me agradam, eles que me cercam
Fora normais!
É tão difícil ouvir o sim
Quase acostumado a ouvir somente não
Mas o costume não diminui a dor
A cada um parece mais difícil
Mas ainda estou vivo
Invejo os alienados
Já não tenho como nunca tive aquele sorriso espontâneo de completa felicidade
Só sai aquele de irônico e que parece de louco
Ao som do que é mais depressivo, que me me parece familiar
Ainda não vendi a alma ao diabo, mas já conheci o inferno, lugar divertido
Não seja tão sincero, descobri que os outros não gostam
Faça o que der vontade, mas aguente as consequências
Caso contrário, pare de brincar
Nem sei porque fiz isso
Motivo nunca foi necessidade
Eu mesmo tenho nojo do lado romântico, mas não consigo abandoná-lo
Não sou o mais requisitado, é normal ser abandonado
Esquecido por nunca ter presença
Conheço uns poucos, mas logo os deixo, espero que isso termine
Espero que termine também o maldito capitalismo
Mas o resto fica pra outra história
Essa foi mais uma que saiu do baralho
Aliviou a mente
E transcendeu a palavra
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